Há um ano atrás (Parte IV)
Era 3ªFeira.
Nasceu o dia, chegou o P chegou eram 9:00 e nada, nada, água rebentadas há 12 horas e nada, nada de dilatação.
Vamos então acelerar a coisa.
Introdução pelo soro. E (au) começaram as dores (devo dizer que pela minha experiência, não são de todo agradáveis, mas não deixam medo de repetir) Cheguei aos 6 dedos e deram-me a epidural (já deviam ser 10:30) não surtiu efeito, continuei a sentir tudo. Respirava, pedia ao P para assoprar, gritava-lhe para parar, pedia-lhe para segurar a minha mão e tirava-lha irritada, e isto algumas vezes. Toques e, foi a única altura, juro!, gritos de dor. Não aumentava a dilatação.
12:00h e outra epidural, voltou a não surtir qualquer efeito (devo-me ter mexido na colocação do cateter, ou ter uma deslocação na coluna). Ouvi a equipa falar qq coisa de cesariana, mas não devia ser comigo. As dores continuavam e aumentavam, a situação começou a complicar e a dilatação a regredir, o colo do utero a fechar. 15:00 decretada a cesariava, sala de operações, acho que começaram a perder os sinais vitais da bébé e telefonaram para a sala para pararem o que íam começar e lá entrei eu a correr (na cama, claro!). No elevador, lembro-me bem de ter dito á médica que me acompanhava que queria fazer força, que precisava de fazer. Resposta:"Faz, se rasgares rasgas tudo." Simpática!
Na sala de operações tive um anestesista amoroso. Viu o cateter e quiz-me dar outra epidural. Disse-lhe que não valia a pena, mas ainda assim deu. Lógico que pouco tempo depois percebeu que eu sentia tudo e lá me pôs a máscara. Acho que estáva a sofrer tanto que me lembro de dizer. "Ponha-me a dormir, por favor", e adormeci com ele a fazer-me festinhas no rosto.
A Maria Pedro viera a nascer ás 15:30 de dia 12 de Abril de 2005, algures no bloco de operações, no Hospital Francisco Xavier, em Lisboa, Portugal.
Acordei, creio que 3 horas depois, e a primeira imagem que vejo é o P a chorar!!! "Já está?!" Foi a primeira coisa que perguntei. Logo a seguir "E a nossa menina? É perfeitinha?!", e o pai da piquena desata num pranto que só visto. Jesus, fiquei doida! Mas logo a seguir percebi através de um sorriso que era de felicidade.
Levaram-me para o meu quarto e a primeira imagem que tenho da Maria é qualquer coisa impossível de descrever, simplesmente a achei a coisa mais perfeita do mundo, aos meus olhos, a coisa mais linda e a maior riquesa...
Já tinha mamado biberão, pobrezinha, devia estar cheia de fome depois da “viagem”.
Mas mamou lindamente na minha maminha, ensinou-me, parecia que já sabia como era desde sempre. Foi lindo!
Naquela noite levaram-na, não me a deixaram ficar e dormi a noite toda, indiferente a tudo. Estava completamente abananada, creio que das anestesias (conte-se 3 epidurais e 1 anestesia geral), cheguei a falar com gente ao telefone que ainda hoje não me lembro e no dia a seguir tive que perguntar se lá tinha mesmo estado a minha irmã, a minha mãe e a minha sogra!!!
(Continua)


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home